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 Kiara Guedes




Blog de sergioguedes.ap
 


BRASIL X GUIANA FRANCESA

 

     É preciso muito cuidado ao se analisar a questão dos catraieiros brasileiros na fronteira com a Guiana Francesa.

     Antes de nos sentirmos agredidos em nossa soberania, em nosso patriotismo, gostaria de que todos nós respondêssemos à seguinte pergunta: será que nós ficaríamos felizes se um grande número de guianenses atravessassem nossas fronteiras ilegalmente e começassem paulatinamente a ocupar o nosso país? Qual seria a nossa reação? Será que seríamos tão cordiais? Será que aceitaríamos passivamente? Eu acredito que não. A situação já está difícil para nós, imagine se vários estrangeiros ilegais atravessassem a fronteira e começassem a fazer frente aos brasileiros? É claro que isso não justifica nenhuma ação truculenta, mas serve para que nós compreendamos também a posição do governo francês.

     Não é verdade que todos os brasileiros são tratados com agressividade pelos franceses, conheço diversas pessoas que moram legalmente na Guiana Francesa e que me dizem que não pretendem voltar tão cedo ao Brasil, algumas nem pretendem mais voltar.

     Depois de por tantos anos ver as suas fronteiras sendo invadidas por estrangeiros, por mais bem intencionados que eles sejam, é natural que recrudesçam os instrumentos de repressão desses países que representam a “tábua de salvação” para os desempregados das nações vizinhas; basta ver o que aconteceu com os Estados Unidos que, após ver fracassadas diversas tentativas de barrar a entrada dos mexicanos, decidiu de maneira radical construir um muro na fronteira dos dois países.

     Os guianenses que vêm para o Brasil são bem tratados por nós, não porque sejamos passivos, mas porque, em primeiro lugar, somos um povo cordial, e, em segundo lugar, eles não vêm aqui para se estabelecer ilegalmente, vêm aqui como turistas.

     Se de fato os brasileiros estavam trabalhando legalmente e foram agredidos pelos franceses, então o Brasil deve cobrar junto ao governo da Guiana medidas duras contra os agressores; porém, se as pessoas que tiveram suas catraias cerradas estavam de fato transportando ilegalmente pessoas clandestinas para o território francês, não têm direito a nada.

      

 



Escrito por sergioguedes.ap às 22h28
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JARDIM, PODE


Como tenho sido pisado
espezinhado, espinhado, repisado
pela vida, pelos desencantos
e desesperos, angústias, desamores.
Canto a terra
a dor dos aflitos
a a inútil esperança dos desesperançados.
Também os negros, os índios e o verde
e presto relevantes serviços topográficos
demarcando itinerários de poesia.
Quando eu morrer
algum vereador
que leu ou sentiu meu verso
que sabe ou ouviu falar do meu cantar
apresentará projeto de Lei
para que eu vire beco, rua ou avenida.
Não quero esta homenagem.
Recuso até ser praça,
alameda, assim também parque ou estrada.
Quero ser um teatro,
um obelisco, uma escola.
Academia também não.
Rua avenida, beco, não quero não.
Não quero que continuem pisando em mim.
Pisar em mim,
só se eu virar jardim.


(Do livro "Jardim Clonal", lançado em 1997 - oito anos após a morte de Alcy)

poema retirado do blog: alcy.zip.net

 



Escrito por sergioguedes.ap às 12h24
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CAIXA PRETA DE LEGACY REVELA QUE TORRE ERROU

ELIANE CANTANHÊDE
Colunista da Folha de S.Paulo

A torre de controle de vôos de São José dos Campos (SP) autorizou os pilotos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, a voar na altitude de 37 mil pés até o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, apesar de essa altitude ter se tornado "contramão" na rota após Brasília --e onde estava o Boeing-737 da Gol atingido e derrubado no choque com o jato da Embraer.

Esse foi o primeiro de uma sucessão de erros que geraram o choque, em 29 de setembro, matando 154 pessoas. Depois disso, houve falha na comunicação entre o Legacy e o Cindacta-1 (centro de controle do tráfego aéreo de Brasília), o transponder (que alertaria o sistema anti-colisão do Boeing) não estava funcionando no Legacy e o avião da Gol não foi alertado para o risco.

O plano de vôo original do Legacy previa três altitudes: 37 mil pés entre São José dos Campos e Brasília, passando para 36 mil pés a partir da capital e para 38 mil pés a partir do ponto Teres da carta aeronáutica (a 480 km de Brasília, em Mato Grosso) até Manaus. O Legacy, porém, voou todo o tempo em 37 mil pés.

Pela caixa-preta do Legacy, que está sob a responsabilidade do Cenipa (Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o controlador da torre de São José dos Campos se comunicou em inglês com os americanos Lepore e Paladino durante o procedimento de "clearence" --ou seja, de autorização para a decolagem.

Nesse diálogo, gravado, Lepore pede para decolar, a torre autoriza e diz, claramente, que ele deve subir para 37 mil pés "até o aeroporto Eduardo Gomes", de Manaus, contrariando o que especificava o plano de vôo --em poder dos pilotos e das autoridades aeronáuticas.

A versão obtida pela Folha confirma o que dizem os advogados dos pilotos, o brasileiro Theo Dias e o americano Robert Torricelli, de que eles teriam autorização para voar em 37 mil pés, apesar de ser "contramão" no rumo Brasília-Manaus.

Nos registros do Cindacta-1, o último contato do Legacy foi quando a aeronave estava a 52 milhas --ou a cerca de sete minutos-- de Brasília, para um procedimento comum: os pilotos comunicaram ao centro de controle que tinham atingido a altitude de 37 mil pés.

O piloto Lepore deu o registro do avião, Legacy N600XL, avisou que estava no nível 370, que corresponde a 37 mil pés, e desejou "boa tarde" em inglês.

O controlador de plantão respondeu, pediu que o piloto apertasse o botão de identificação do vôo e desejou boa viagem. O botão a que se referia é do transponder --que não funcionou. Os pilotos confirmam que o acionaram para registrar a identificação do vôo, mas o Cindacta-1 diz que o equipamento não estava funcionando a partir de Brasília e que os controladores tentaram várias vezes, sem sucesso, alertar a tripulação. Os pilotos reagem dizendo que também tentaram, sem sucesso, se comunicar com o Cindacta-1 quando sobrevoaram Brasília. Sem esse contato, decidiram seguir a orientação original, segundo seus advogados e representantes da empresa ExcelAire que conversaram com a Folha.

Segundo a Aeronáutica, um dos erros dos pilotos americanos foi não acionar o código 7600 no transponder, registrando a perda de comunicação. O aparelho ficou fora do ar até cerca de dois minutos depois do choque com o Boeing, na área de Mato Grosso, quando voltou a funcionar já com o código 7700, de emergência.

Já segundo os advogados dos pilotos e os representantes da empresa americana, o Cindacta-1 também errou, ao perceber que havia algo errado com o vôo e não alertar imediatamente o Boeing que vinha em sentido contrário e na mesma altitude. A alegação do Cindacta-1, encampada pela Aeronáutica, é de que o centro não identificou com precisão que o Legacy estava na altitude de 37 mil pés, o que só poderia ser feito caso o transponder estivesse funcionando. Sem ele, a altitude é conferida no radar pelo equipamento primário de segurança, que é impreciso. Nesse caso, há uma variação no radar que pode chegar até a 1.500 pés.

Tudo somado, há uma sucessão de erros. O original deles foi a autorização da torre de São José dos Campos para o vôo se realizar em 37 mil pés, mas isso poderia ter sido corrigido com a comunicação entre o avião e o Cindacta-1, pelo transponder e o sistema anti-colisão e, finalmente, pela determinação de que o Boeing desviasse, ou para cima ou lateralmente, como determinam as normas internacionais e nacionais de segurança de vôo.



Escrito por sergioguedes.ap às 12h24
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DECIFRANDO A MONA LISA

Por Julio Wiziack (Revista Istoé)

 

Um superescâner, capaz de reproduzir partículas que são 20 vezes mais finas que um fio de cabelo, desvendou um dos mais antigos e instigantes mistérios da história da arte: por que a expressão de Mona Lisa, pintada por Leonardo Da Vinci, é tão enigmática? Esse equipamento foi desenvolvido pelo National Research Council (NRC), do Canadá, e fez com que o célebre (e maroto) sorriso da musa deixasse definitivamente de ser um segredo. O mesmo aconteceu com a mágica de cores que compõe os seus olhos e a faz observar quem a contemple, seja pelo ângulo que for, num dos mais nobres salões do Museu do Louvre, em Paris. De volta ao escâner, é importante registrar que ele reproduz imagens coloridas em três dimensões com resolução de 113 megapixels, e isso significa uma capacidade oito vezes maior em relação à mais potente câmera digital do mercado. É aí que está a chave da história.

Pintada numa prancha de madeira de 77 centímetros por 53 centímetros, entre 1503 e 1506, a Mona Lisa começou a dar sinais de desgaste há dois anos quando diretores do Louvre contrataram uma equipe de 36 cientistas para avaliar o seu estado de conservação. A equipe do NRC ficou responsável pelo check-up e em 16 horas escaneou a pintura. Preso a um cavalete diante do quadro, esse escâner realizou uma varredura da tela, reproduzindo quatro centímetros de cada vez. As imagens geradas mostraram que a prancha de álamo onde Da Vinci pintou a sua obra-prima está 12 milímetros empenada na sua metade superior (onde se vê o sorriso) e a tinta apresenta rachaduras que ameaçam se abrir cada vez mais.

A equipe técnica esperava acabar aí o seu trabalho, uma vez que a conservação do quadro era o que estava em jogo – e, assim que fosse totalmente restaurada, a Mona Lisa continuaria desafiando a humanidade com os seus mistérios. Os cientistas estavam enganados. Construído cinco séculos após a época em que Da Vinci viveu e dotado da mais alta tecnologia, o escâner canadense mergulhou na Mona Lisa em três dimensões: profundidade, largura e superfície. Isso permitiu que, pela primeira vez, se compreendesse o que o mestre do Renascimento fez com seus pincéis para obter o misterioso e incrível sfumato – palavra italiana que traduz os efeitos de névoa ou fumaça, até então nunca vistos, que contornam a boca e os olhos de sua musa. Essa técnica, uma exclusividade de Da Vinci, era mantida sob sete chaves. Eis o que o escâner revelou: Da Vinci foi mais genial do que previam seus estudiosos. Eles supunham que o mestre tinha usado a ponta dos dedos ou uma esponja no canto dos olhos e dos lábios da Mona Lisa. Nada disso: Da Vinci foi apenas paciente, ao longo de três anos, para pintar pontos microscópicos que, juntos, formaram uma área enfumaçada. É esse efeito que deu à Mona Lisa o ar tão enigmático. Ou, pelo menos, dava: desfeita friamente a sedução, muita gente jamais voltará a admirá-la com os mesmos olhos.



Escrito por sergioguedes.ap às 11h04
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CORAÇÃO AZUL

 

Subitamente, o tempo parou, esgotou...

Os pássaros caíam no meio do meu quintal,

As janelas já não traziam músicas,

As fotografias retratavam o silêncio final...

 

As escadas tombavam num precipício,

Os beijos tornavam-se amargos,

Os mares sem sal, insípidos,

Os becos imensos, tão largos...

 

Subitamente, o desespero virou erro,

O desacerto pendurou-se no nada,

As trevas viraram um caminho,

Canteiros sem flores, rajadas...

 

Uma lágrima num mundo absurdo,

Um sorriso perdido, infeliz,

O sonho de um poeta sem lira,

A carícia fugaz da meretriz...

 

De repente, as dúvidas nas paredes,

As lembranças, ciências exatas,

O desejo comprimido no sangue,

A tempestade, a tarde abandonada...

 

Em tudo o revés da lógica,

As infinitudes desta América do Sul...

Subitamente, fisgou-me teus cabelos,

A pureza do teu coração azul...

 

           Sérgio Guedes   



Escrito por sergioguedes.ap às 21h05
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    LULA REELEITO

 

     Confirmando o que as pesquisas já diziam, o presidente Lula foi reeleito ontem com grande maioria de votos. Aqui em Macapá nem parecia que era dia de votação tamanha a tranqüilidade nas seções eleitorais. Agora só nos resta ficar torcendo para que Lula faça um bom governo, afinal o fracasso dele significará sofrimento para todos nós.

 

     DERROTA DA FAMÍLIA SARNEY

 

     No Maranhão, o senador José Sarney sofreu uma derrota histórica, sua filha Roseana Sarney perdeu a eleição para o candidato do PDT Jackson Lago. Parece que começa a declinar o império construído pela família Sarney naquele estado. Mas, é bom tomar cuidado, pois em outros estados alguns políticos que pareciam ter chegado ao fim da linha conseguiram ressuscitar, como por exemplo Jader Barbalho, Fernando Collor, Arruda...

 

     PODE TER SIDO BOM

 

A derrota de Roseana Sarney pode ter sido excelente para o Amapá, quem sabe agora o senador Sarney volte as atenções para o nosso estado, conseguindo verbas para as realizações de obras essenciais para todos nós.

 

E AGORA, WALDEZ?

 

     Fico me perguntando como ficará a situação do Governador Waldez Góes  diante da executiva nacional do PDT, uma vez que ele apoiou a candidata Roseana Sarney do PFL, ao invés de apoiar o candidato Jackson Lago do seu partido, o PDT. Essa pegou mal!

 

     FIM DAS ELEIÇÕES

 

     As eleições acabaram. Que saibamos aceitar a escolha da maioria, fazendo críticas, quando necessárias, de maneira lúcida, respeitando os que pensam diferente!          



Escrito por sergioguedes.ap às 09h10
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ESTOU DE VOLTA!!!  E AGORA É PRA FICAR!!!

 

“RESPEITO MUITO MINHAS LÁGRIMAS

MAS AINDA MAIS MINHA RISADA”

 

       (Vaca Profana, Caetano Veloso)   



Escrito por sergioguedes.ap às 11h16
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     EQUÍVOCO TOTAL 

 

Considero um grande equívoco a análise política feita pelo escritor Ruy Guarany Neves no seu artigo “Os riscos da reeleição”, publicado ontem no jornal Diário do Amapá.

     Em seu artigo, Ruy Guarany, compara o quadro político atual do Brasil semelhante ao que precedeu a Alemanha nazista. Ele vê em Lula um Hitler em potencial, e diz que a Polícia Federal é uma espécie de Gestapo tupiniquim. Que exagero! Que absurdo! Por mais que não concordemos com inúmeros procedimentos tomados pelo atual presidente, apontá-lo como um possível seguidor dos passos de Hitler soa como puro despeito, total incoerência e, até mesmo, uma reprovável má fé.

     Qualquer pessoa mais ou menos conhecedora da história sabe do abismo que separa a situação vivida pela Alemanha daqueles dias com a situação vigente em nosso país. Lula, por mais que desejasse, jamais encontraria, na atual conjuntura nacional e internacional, respaldo para instalar um poder absolutista, aniquilando as instituições democráticas do nosso país.

     Portanto, são totalmente desmedidas as considerações de Ruy Guarany sobre as conseqüências de uma possível reeleição de Lula. Que ele não vote em Lula, tudo bem; porém ele não pode fazer malabarismos com a história, tentando estabelecer um paralelo entre dois momentos absolutamente desiguais.

     Para mim, imaginar que a reeleição de Lula pode levar o Brasil a se transformar numa nova Alemanha nazista é um grande disparate, e soa até como enredo de um filme surrealista.         

      



Escrito por sergioguedes.ap às 10h47
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