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 Kiara Guedes




Blog de sergioguedes.ap
 


FIM DE TARDE NO EQUADOR

 

Crepúsculo

Todos os músculos

Em completo torpor

 

Todos os ares

Todos os mares

Navegando amor

 

Silêncio rubro

Assim me descubro

Imenso langor

 

Pássaros e saudades

Fluindo liberdade

Horizonte encantador

 

Não é a Terra Prometida

Mas é o céu da vida

Deste trovador

 

Vou escalar-te

Céu escarlate

De fim de tarde no Equador

 

   Sérgio Guedes 

 

 

 



Escrito por sergioguedes.ap às 09h17
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DE REVESTRÉS

 

És como és

És como eu sempre quis

 

És oposto do gosto dos sensatos

És inverso do verso bem formado

És avesso do preço em promoção

És invés do revés já esperado

 

És toda de revestrés

Mas és como és

 

É isso que importa

É isso que me faz

Ser incapaz

De te bater as portas

Do meu querer

Ser eterno-não-ser

 

    Sérgio Guedes

 



Escrito por sergioguedes.ap às 09h16
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AMOR PERFEITO

 

Amor

Sentimento que predispõe alguém

A desejar o bem de outrem

 

Amor carnal

Aquele que busca satisfação sexual

Sentimento abrupto, animal

 

Amor platônico

Só existe no plano do ideal

Sempre fere no final

 

Amor bandido

É aquele que machuca

É a paixão pelo mal

 

Amor perfeito

Aquilo que sinto por ti

E que não se pode definir

 

      Sérgio Guedes  

 



Escrito por sergioguedes.ap às 09h15
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OLHOS DE JADE

 

Olhos de jade

Tanta beleza no poema não cabe

Mansos e sensuais

Frágeis e frugais

Água dos mares, cristais

 

Astros no céu do teu rosto

Interpostos

Entre o meu deslumbre e o meu desejo

O verde de teus olhares

Chupa de mim os meus beijos

 

Mapa de algum oásis

De lágrimas de satisfação

Não cabe em nenhum verso

O que seguro em minhas mãos

 

Uma gota deste mar

De águas doces de jade

Que grudou na minha mão

No silêncio de uma tarde

 

     Sérgio Guedes

 

 



Escrito por sergioguedes.ap às 09h14
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       RELIGIÃO: TER OU NÃO TER...

 

         Às vezes as pessoas me perguntam a que religião eu pertenço, e quando eu respondo que não pertenço a nenhuma é inevitável que me questionem “Então, você é ateu?” Eu digo “Não, uma coisa não tem nada a ver com a outras.”. “Mas como? Se você não tem religião, você é ateu!”

        Sinceramente, eu não vejo necessidade alguma de ter religião, pois nenhuma delas atende às minhas expectativas enquanto instituição religiosa séria; no entanto, é lógico que eu tenho a minha crença, embora o Deus que eu sinta não seja o Deus da maioria das pessoas. Eu não vejo Deus como um Ser pronto para reprimir todos os meus atos, nem como um Ser que se satisfaça com o sofrimento de alguém, como aquelas pessoas que se flagelam para demonstrar fé. Eu não vejo Deus como um Ser que abençoa templos onde o dinheiro corre solto, onde as pessoas são instigadas a desenvolver em si um sentimento de culpa.

        Para mim, Deus não está preso dentro de um templo, de uma igreja, de uma sinagoga etc. Deus está em tudo que é bom; e tudo que foi criado por Ele, foi criado para que nós pudéssemos desfrutar, respeitando aos outros e a nós mesmos.

        Respeito a todas as religiões, porém não me sinto atraído por elas. E acho que seria ótimo também que as pessoas que fazem parte delas, entendessem que quem não as freqüenta às vezes é mais sincero na sua crença do que quem se rasga diante de altares.      



Escrito por sergioguedes.ap às 23h55
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     “SEGUINDO O SOL”, DE NOVO 

 

     Abaixo seguem mais duas letras do CD “Seguindo o sol” de Nathal Villar. Logo abaixo, aparecem comentários do próprio autor a respeito dessas duas obras. Os comentários são interessantes, mas é importante também que o leitor mergulhe fundo nos textos, encontrando outros ângulos de leitura que as letras nos proporcionam. Então, boa viagem!!!

 

HISTÓRIA DE CANTADOR

 

                        Nathal Villar

 

Quando o sol alumiou o continente de aldeia

Um beija-flor voou sobre a voz da brisa do mar

Ao som das águas Cabo-Verde África

Pousou no espaço sideral

Um continente de cristal

O mundo verde cristaliza o céu

O ocidente sintoniza o espaço físico

Pra renascer na voz do tempo

A sinfonia renascente renasceu pra América

Ao som do vento mar e céu luz de alquimia

Indo além do além-mar

Singrando aquelas águas polares

A gente pode habitar outras galáxias de viver

Porque o amor não tem fronteiras

Todo canto traz em si um sentimento solar

Que vem de dentro de um cometa

Arremessando a terra suas chamas vulcânicas

De norte a sul o beija-flor beijou o céu azul

Se encantou com as pérolas dos campos

Aventureiro cancioneiro e sonhador

Se embrenhou na Mata Atlântica

Um ser de outro tempo

Isso é história de cantador

 



Escrito por sergioguedes.ap às 00h26
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    SEGUINDO O SOL

      

                Nathal Villar

 

Pelas estradas nuas seguindo o sol

Embrionando as águas em véu de avenidas

Nascente de tambatajá da mina flor do Grão-Pará

Na franja das palmas nas ondas das praias

Uma brisa banhada de prata

Atiçou quilombos pra dentro da aldeia

Pintando de orvalho a selva

Com cores do mar verdes-cristalinas-multicoloridas

Com cores do céu azul-verdejante e esplendor

Meu amor eu quero teu calor

Meu amor me conta por favor

Por que esse rio deságua bem na linha do equador

Como quem vai buscar sorte no mar

Sem molhar as folhas das palmeiras

Como quem arrisca sorte pro mar

A forjar o vento e a correnteza

Os raios fúlgidos do céu do equador

Que passam nessas avenidas

Equinociando igarapés de água doce

Alumiando a pedra lá da Beira-rio

A noite traz os passarinhos do fio

Quando o sol pousa na entranha

Do cromossoma da terra

Pintando de azul celeste Amapá

Com flores das ilhas

A gente não se engana

Porque a legião de querubins

Não anda nas ruas

Nem se os anjos serafins são demônios tiranos da mata

Pelo teu silêncio d’ouro que essa raça se mistura

No universo desse plano há uma nova arquitetura 

 



Escrito por sergioguedes.ap às 00h25
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* ANÁLISES

 

Algumas pessoas falam a respeito das músicas, “História de Cantador” e “Seguindo o Sol”, músicas de minha autoria e que fazem parte do cd “SEGUINDO O SOL”. Então, resolvi publicar o que realmente eu tentei dizer nessas duas músicas.

 

HISTÓRIA DE CANTADOR, é uma referência ao processo de expansão marítima e comercial portuguesa e espanhola nos séculos XV e XVI. O descobrimento da América e do Brasil.

    Usei linguagem figurada para identificar o colonizador, “o Beija-flor voou sobre a vós da brisa do mar”.

“Continente de aldeia”, é pelo fato de haver apenas civilização primitiva. Assim como continente de cristal, é porque neste continente, como sabemos, não havia estrutura política e econômica, era um continente frágil e, portanto, suscetível à força da “civilização”.

“A sinfonia renascente renasceu pra América” é porque a colonização se deu nos moldes do renascimento comercial que renasceu para a América e para o mundo. Portanto, “o mundo verde cristaliza o céu”, é o descobrimento e a exploração das especiarias na América e do Brasil. Principalmente ouro e a prata, os quais cristalizaram o mundo europeu.

“Indo além do além-mar”, pode ser entendido como futurismo, o homem descobre o novo mundo, esse novo mundo dá suporte à Revolução Industrial e Técnico-Científico, é rompida a barreira da distância e agora, procura-se saída pro espaço.

“Todo canto traz em si um sentimento solar que vem de dentro de um cometa. Arremessando a terra suas chamas vulcânicas de norte a sul”, é a exploração e ocupação do território brasileiro de Norte a Sul. O surgimento das cidades, a desbravação das matas virgens e o antropofagismo cultural. A poluição do meio ambiente, as queimadas, que provoca a destruição da camada de ozônio o desequilíbrio na terra.

“O Beija-Flor beijou o céu azul” é a chegada da frota ao novo mundo, a descoberta do ouro e da prata na América e o início da colonização do Brasil na mata atlântica, Nordeste Brasileiro.



Escrito por sergioguedes.ap às 00h22
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A música Seguindo o Sol, é a continuação desse materialismo histórico, isto é, a expansão do território brasileiro para o extremo norte, a ocupação da Amazônia, o surgimento das lendas, das cidades, o entrelaçamento das diferentes culturas, “pintando de orvalho a selva com as cores do mar”.

È porque o sol é um referencial dos caboclos ribeirinhos, dos índios. O sol é o relógio do homem do campo.

 “Pelas estradas nua”, são os rios, furos e paranás que formam os corredores que fertilizam o solo amazônida e deságuam no oceano atlântico bem na linha do equador.

“Embrionando as águas em véu de avenidas. Nascente de tambatajá, da mina flor do grão Pará na franja das palmas, nas ondas das praias”

É que o Norte e parte do Nordeste, nessa política de ocupação da Amazônia pela coroa portuguesa, faziam parte da capitania do Grão-Pará.

“Atiçou quilombos pra dentro da aldeia, pintando de orvalho a selva” é a imposição de uma nova cultura aos povos nativos da região. Surgindo, a partir daí, novas formas de cultivar, de criar, de se alimentar. Pintando a selva com uma nova cor. A cor da exploração e de um novo modelo de “desenvolvimento”. A “Internacionalização da Amazônia”.

Legião de Querubins e Anjos Serafins é a tirania que se formou no decorrer dos anos, não só na Amazônia, mas em todo o território brasileiro.

             

 



Escrito por sergioguedes.ap às 00h22
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O modelo de colonização de exploração que se implantara pelo colonizador é um grande legado histórico-cultural, da imensa dívida que o poder público tem com a sociedade e meio ambiente.

O poder público tem uma grande dívida para com os habitantes da região amazônica, pois grande parte dos problemas sociais que hoje assolam essa região decorre de políticas públicas equivocadas, que priorizam os ganhos produzidos pelos recursos naturais, mas que não “percebem” as populações que habitam a esses espaços desde muito tempo.

Reduzir a pobreza, a desigualdade e a má distribuição de renda, no universo do sistema capitalista, só é possível com políticas públicas e sociais coerentes, aliadas a um projeto de desenvolvimento que não vise somente o crescimento econômico, mas que seja dinâmico o suficiente para criar alternativas de trabalho para populações “sem voz”.

O desenvolvimento da Amazônia não passa somente pela questão econômica e ecológica, mas também pela criação de melhores condições de vida para seus habitantes e pela valorização da cultura local. Acreditar que a lógica do mercado favoreça a distribuição da riqueza e dê o tom do desenvolvimento sócio-econômico, cultural e ambiental.

É necessário que se faça uma análise qualitativa, a respeito do posicionamento do Brasil, no que diz respeito ao crescimento econômico, diferenciá-lo ou posicioná-lo nas condições sociais contraditórias do país, eu, como economista, poderia dar uma outra denominação que seria desenvolvimento com justiça social. Mesmo com um magnífico Produto Interno Bruto e renda per capta, o Brasil fica atrás de países paupérrimos como Guatemala em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que é o acesso das pessoas à educação, emprego, moradia, alimento, acesso aos equipamentos sociais etc.

A música dá ênfase a Macapá: “ Os raios fulgidos do céu da linha do equador, o fenômeno equinócio, a pedra lá da Beira-Rio  e os passarinhos que procuram agasalho quando o sol pousa na entranha no cromossoma da Terra pintando de azul-celeste Amapá com as flores das ilhas.

A música dá ênfase a Macapá: “ Os raios fulgidos do céu da linha do equador, o fenômeno equinócio, a pedra lá da Beira-Rio  e os passarinhos que procuram agasalho no fio elétrico, quando o sol pousa na entranha no cromossoma da Terra pintando de azul-celeste Amapá com as flores das ilhas.

A música termina com muito otimismo e a mistura das diferentes etnias, que universalizam a literatura amazônida. “No universo desse plano haverá uma nova arquitetura”, isto é, precisa-se de um novo modelo de crescimento, concomitante a um desenvolvimento mais justo para o nosso Amapá, Brasil e a Amazônia.

 

 

                          Nathal Villar 

 



Escrito por sergioguedes.ap às 00h21
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SENTIDO LITERAL E SENTIDO FIGURADO

Você já ouviu falar em "significado literal", não é? É a palavra em seu sentido de dicionário, o chamado "ao pé da letra". Na verdade, "literal" vem mesmo do latim "littera", que quer dizer "letra".
Algumas vezes, usamos determinada palavra no sentido que tem no dicionário; outras vezes damos a ela um sentido figurado, um sentido metafórico. Vejamos um trecho da canção "Dignidade", gravada pelo Sr. Banana.

...Dignidade
não faz mais parte do vocabulário
dessa língua que se chama português.
Há muito tempo esquecida no Brasil
essa palavra significa luta contra o poder.
Passando fome, não espere que o homem
tenha capacidade de resistir e enfrentar
ficando muito mais fácil pra quem domina
já que o povo analfabeto não tem como protestar.
Eh! dignidade foi-se embora pra onde?
Ninguém sabe onde se esconde.

Segundo os dicionários, a palavra "dignidade" possui vários significados, entre eles:

decência; decoro; respeito a si próprio;
honestidade; honra; respeitabilidade; autoridade moral

Na letra da música, "dignidade" ganhou um novo significado: "luta contra o poder". Não se trata propriamente de sentido figurado. Na verdade, de acordo com o dicionário, quem é digno - quem tem dignidade - tem respeito por si mesmo. E quem tem respeito por si mesmo luta para mudar as coisas. Provavelmente foi com base nessa idéia que o grupo Sr. Banana adaptou o significado da palavra "dignidade". Isso é perfeitamente possível: as pessoas devem se esforçar para pensar abstratamente a fim de compreender o significado que uma palavra pode adquirir em determinado contexto.

 



Escrito por sergioguedes.ap às 00h29
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Navegar é Preciso

 

         Fernando Pessoa

 

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:    

"Navegar é preciso;  viver não é preciso".  

Quero para mim o espírito [d]esta frase,   
transformada a forma para a casar como eu sou:  

Viver não é necessário;  o que é necessário é criar.  
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.  
Só quero torná-la grande,   
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.  

Só quero torná-la de toda a humanidade;   
ainda que para isso tenha de a perder como minha.  
Cada vez mais assim penso.  

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue   
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir  
para a evolução da humanidade.  

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.  

  

[Nota de SF
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu

 



Escrito por sergioguedes.ap às 23h50
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“SEGUINDO O SOL”

 

Um boa dica de música é ouvir o CD “Seguindo o sol” de Nathal Villar. Quem gosta de coisas da terra não pode deixar de conferir!

 

     ASAS DE SONHOS

          Nathal Villar

 

A lua cheia traz você ao pensamento

E me faz te encontrar no infinito

Eu adoro essas coisas de lua

Eu vou te imaginar um mar de sonho

O sonho faz a gente se encontrar

Nas ondas dos mares

 

Tudo vai rolar nas águas

Na areia da praia

Vou me afogar na Arábia

Beber-te num oásis

 

Meu amor

Eu sei que é assim

A gente se procura pela imensidão

Você e eu escondidos no sol

Mas de repente tudo pode acontecer

Eu posso até te encontrar num mar de flor

O tempo ensina a gente navegar

Nas asas de sonhos

Quero me sentir em Himalaia

Voando nos ares

Preciso te encontrar no universo azul

Do céu de Palmares

 

 



Escrito por sergioguedes.ap às 20h23
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PODRES PODERES

 

Resolvi transcrever a letra desta música de Caetano Veloso porque hoje assisti em um programa de TV uma interpretação maravilhosa dela. É incrível como uma canção tão conhecida pode soar como algo absolutamente novo, dependendo de quem a esteja interpretando, confesso que fiquei profundamente emocionado, e comecei a enxergar significados que até então me eram desconhecidos. 

 

Podres Poderes

Caetano Veloso

Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes somos uns boçais
Queria querer gritar setecentas mil vezes
Como são lindos, como são lindos os burgueses
E os japoneses mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinado com eles
Silenciar em respeito ao seu transe , num êxtase
Ser indecente mais tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades , caatingas e nos gerais
Será que apenas os hermetismos pascoais
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo e mais fundo tins e bens e tais
Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será,
Será que essa minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais
Será que apenas os hermetismos pascoais
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo tins e bens e tais



Escrito por sergioguedes.ap às 19h56
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