SETEMBRO
O mês de setembro está começando, espero que ele seja sinônimo de muitas alegrias pra todo mundo. E pra começar bem, vamos lembrar daquela música do Beto Guedes:
Sol de primavera
Beto Guedes
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção
Que venha nos trazer sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A canção sabemos de cor
Só nos resta aprender
Escrito por sergioguedes.ap às 11h37
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SEM MUITAS NOVIDADES, PORÉM...
Hoje o dia transcorreu sem muitas novidades. A cidade tem andado meio chata ultimamente, sem muitos eventos para a gente se distrair. O jeito é ficar em casa fazendo ginástica com os dedos nas teclas do computador ou no controle remoto da televisão.
E as eleições, hein? Sinceramente eu preferia quando podia tudo: showmício, carros-som, camisetas, debates, discussões etc. No final das contas, todos compram votos mesmo, todos acabam achando um jeito de burlar a lei.
Aliás, por falar em eleição, uma ótima maneira de arrancar uma boa gargalhada é assistir aos programas políticos; é cada candidato mais ridículo que o outro. Parecem umas múmias, repetindo aqueles textos imbecis. Será que eles acham que convencem alguém?
Um momento...um momento...começo a ouvir de repente, vindo não sei de onde, os acordes de uma antiga canção. Que saudade! "Oh thinking about all there young years, there was only you and me..."
Ah, vou parar por aqui, vou ficar me deliciando com as músicas que vem no vento. O dia continua chato, porém agora eu me sinto calmo. "O MELHOR LUGAR É SER FELIZ!", diz uma canção do Caetano Veloso; e eu estou sendo feliz aqui, no meio desta falta do que fazer...
Escrito por sergioguedes.ap às 23h17
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PALAVRAS AO ACASO AO OCASO
O PÔR-DO-SOL É LENTO...OS PENSAMENTOS PERTENCEM A UM OUTRO TEMPO...NÃO EXISTE A COMPANHIA DO SOM DA CIDADE...A NOITE SERÁ DISTANTE E IMPESSOAL...UMA NOITE DIFERENTE...UMA LUA IGUAL...O PRESENTE É MORNO, É TORTO...A SAUDADE É UMA SENSAÇÃO DE SILÊNCIO... OS ANJOS SE LIBERTAM... UMA BRISA IRÔNICA FLUTUA PELAS GRETAS...AS GROTAS ACOLHEM O ESTAMPIDO DOS PÁSSAROS CANSADOS DO DIA...DESEJO SABER O IMPODERÁVEL...NÃO TENHO RESPOSTA...SÓ TENHO PALAVRAS E A ÂNSIA DE EXPRESSÁ-LAS...E AS EXPRESSO DE MODO INSENSATO...NÃO SOU EU QUE DIGO...SOU EU QUE PENSO...NÃO SOU EU QUE PENSO...É O MEU CANTAR QUE BROTA...É A TARDE QUE DEITA...É ANOITE QUE SE ENROLA EM MINHAS COSTAS E ME CONDUZ AO LEITO...E TODAS AS SENSAÇÕES DESCANSAM NO MEU SONO...E TODOS OS EQUÍVOCOS SE ALINHAM NOS MEUS SONHOS...E EM TODOS OS MEUS SONHOS ENCONTRO RETICÊNCIAS...E DESCANSO...E SOU FELIZ...
Sérgio G. C. Guedes, Macapá-AP
Escrito por sergioguedes.ap às 22h08
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UM POEMA PARA TI
Um poema para ti deveria começar com um segredo,
Com uma palavra que não revelasse nada a ninguém mais,
Só a nós dois ou mesmo só a mim;
E, com o tempo, nem a mim.
Seria um poema sem sentido no fim
Como a existência de tudo que existe,
Com redundância mesmo, para enfatizar o absurdo!
Um poema para ti deveria perdurar como a flor no vaso:
Satisfeita com as fugazes rajadas de vento que a janela deixa passar;
Deveria ter a forma desalinhada das curvas da lua
Ou as luzes intensas dos faróis trafegando em noites de chuva;
Seria um poema com a tranqüilidade dos dias feriados,
Percorrendo cada instante do tempo na tentativa de usufruí-lo,
E vendo esse mesmo tempo repousar sobre as sombras do fim de tarde.
Um poema para ti deveria ter as sensações inexplicáveis da infância,
Com seus sonhos num mundo de desenhos animados;
Deveria ser completamente insano, jogando contra as regras da lei,
Esquecido e avoado, envolto num torpor que só sentindo saudade!
Um poema para ti traria os pássaros que partiram do quintal
Quando as árvores cederam seu lugar ao áspero concreto,
Ficaria escondido num cantinho, com medo,
Depois de ter feito alguma arte pelos corredores da casa!
Um poema para ti deveria ter ritmo e rimas,
Ter risos e rosas e rezas também;
Deveria ter desejo de paz e de prazer;
Deveria banhar-se no rio que percorreu teu corpo
Pelos lugares mais íntimos que eu já desvendei os mistérios;
Deveria ter o planeta inatingível habitado
Onde outros sonhadores desejam avidamente encontrar a nós!
Um poema para ti deveria ser um poema simples,
Com palavras triviais e mansas;
Deveria ser um poema que não buscasse nada
Mas que encontrasse em si uma forma
De transformar em poesia todo o meu amor por ti!
Sérgio Guedes, 04/01/2006
Macapá-AP (23h46m)
Escrito por sergioguedes.ap às 19h53
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Eu vou te contar que você não me conhece E eu tenho que gritar isso Porque você está surdo e não me ouve A sedução me escraviza a você Ao fim de tudo você permanece comigo Mas preso ao que eu criei e não amei E não a mim E quanto mais falo sobre a verdade inteira Um abismo maior nos separa Você não tem um nome e eu tenho Você é rosto na multidão E eu sou o centro das atenções Mas há mentira na aparência do que eu sou E há mentira na aparência do que você é Porque eu não sou o meu nome E você não é ninguém O jogo perigoso que eu pratico aqui Busca chegar no limite possível de aproximação Através da aceitação da distância Ou do reconhecimento dela Entre eu e você Existe a notícia que nos separa Eu quero que você me veja nu Eu me dispo da notícia E a minha nudez parada Me denuncia e te espelha Eu me dilato Tu me relatas Eu nos acuso e confesso por nós Assim me livro das palavras Com a as quais você me veste.
FAUZI ARAP - dramatúrgo, encenador e ator
Escrito por sergioguedes.ap às 17h24
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O DIREITO DOS OUTROS
Às vezes eu me sinto de outro mundo, pois estou sempre tentando não perturbar as pessoas que me cercam, principalmente os vizinhos. Por isso, não entendo como é que uma pessoa pode, em pleno meio-dia, com aquela quentura toda, juntar um monte lixo em frente a sua casa e tocar fogo. Será que não passa na cabeça desse cidadão que a fumaça provocada pelo fogo vai incomodar as outras pessoas que neste momento, geralmente, estão em casa, depois do almoço, descansando? Será que ele não pensa que podem existir pessoas doentes, crianças com problemas respiratórios que sofrerão com seu ato desumano? Acho que não. Para esse tipo de gente o que importa são eles, não existe espírito de solidariedade. Enquanto a pimenta não arde nos olhos deles a vida é uma maravilha. Só nos resta a indignação e o direito de reclamar, tentando mostrar a esse tipo de gente que viver em sociedade é, acima de tudo, respeitar o direito dos outros.
POEMA EM FÚRIA
Numa tarde fumegante, formigava minha fúria.
Furibundo fui ao fundo ver o fogo que um facínora fazia:
- Fedorento, foste me furtar o sono feérico,
Foste fuçar as flores, as fúcsias de minha fenestra,
Com teu facho feito de ferrugem, findaste minha fantasia.
Foge agora de minhas fulminantes ferroadas em teu fel!
Foge de minhas farpas, famigerado duma figa!
Fuça a fumaça que fizeste e fecha ela no teu féretro!
Faz festa e freneticamente te sufoca infeliz!
Mas foge! E por lá fica! E livra-nos desta fadiga!
Sérgio Guedes, "O poeta da rede"
Escrito por sergioguedes.ap às 15h27
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CONSELHO É BOM
Sou daqueles que acredita que as coisas boas são medidas não pelo seu valor financeiro, mas pelo valor afetivo, moral, ético, humano... Por isso, acho um absurdo quando alguém me diz a seguinte frase: "Se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia". O canalha que inventou esse pensamento, com certeza deve ter se afogado no seu mar de pobreza espiritual. Conselho é bom, e a gente não vende porque, em geral, eles partem do coração, do nosso mais íntimo desejo de ver a melhora do próximo (Claro, que estou me refeindo aos bons conselhos). Os sentimentos do espírito (o amor, a dignidade, a compaixão, a humildade...) não podem ser medidos do ponto de vista financeiro, pois nenhum bem material no mundo se equivalem ao seu valor. Hoje eu percebo o quanto me valeram os conselhos das pessoas que me cercavam, e tudo que elas cobravam de mim era um sorriso de alegria.
Escrito por sergioguedes.ap às 15h10
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EM RESPEITO AOS BONS JORNALISTAS
Alguns amigos me questionaram sobre a opinião que eu emiti a respeito da imprensa neste blog, quando eu disse que a maioria dela não é isenta. E não é mesmo. O problema não é você ter um posicionamento político, porque, afinal de contas, todo mundo tem. O problema é você não saber dosar as coisas. Dizem que o bom jornalismo é aquele que ouve os dois lados, aquele que permite a outra parte se pronunciar; e o que a gente vê é justamente o contrário: só se divulga o que é bom para esse ou para aquele lado. Não existe o contraditório, resultado: a informação se torna tendenciosa, fica pela metade.
Ao contrário do que talvez eu tenha deixado transparecer para alguns, sou totalmente contra a censura. Mas sou obrigado a aceitar que existe uma legislação para conter os excessos, e os excessos estão acontecendo de todos os lados, infelizmente. É claro que muitas das decisões tomadas são questionáveis, mas isso é um outro problema.
Por fim, "pra não dizer que não falei de flores, gostaria de dizer que existem sim, ainda, jornalistas sérios que, apesar de seu ponto de vista político, conseguem fazer comentários com isenção. E é em respeito a esses que fiz questão de retomar o assunto. Que cada um vista a sua carapuça.
Escrito por sergioguedes.ap às 00h25
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