MESMICE
O dia da eleição está se aproximando e eu siceramente não vejo para onde correr. Sinto-me como se estivesse num beco sem saída. Não existe nem mesmo aquela famosa luz no fim do túnel (até porque nem mesmo o túnel existe mais). São quase as mesmas figuras, os mesmos discursos falaciosos, os mesmos projetos para um futuro que nunca chega. Mas vou tentar manter a minha esperança, quem sabe daqui até outubro aconteça um fato inusitado que me faça mudar de opinião. Por enquanto eu continuo me sentindo o personagem daquela música do Cazuza: "Aquele garoto que ia mudar o mundo, assiste agora tudo de cima do muro..."; "Ideologia, eu quero uma pra viver!".
Escrito por sergioguedes.ap às 17h07
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A METÁFORA DO POETA
Não espero mais nada do tempo
A não ser desfolhamento e experiência
Sou ser humano que pensa que pensa
Sou esta ambulante consciência
As flores são belas mas murcham
A infância é pura mas passa
A juventude é sonho que morre
A velhice é como uma vidraça
As horas já nada marcam
Nunca marcaram afinal
Quem segue a dança dos ponteiros
Não samba no meu carnaval
Que amargor deste poeta
Dirão os que aqui os olhos pousarem
Mas é por amar a vida que choro
Por meus sonhos a desejarem
Escrito por sergioguedes.ap às 08h59
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Talvez ser pra sempre
Ainda assim nos fosse pouco
Porque o que se quer é ser feliz
Ninguém quer ser eterno louco
Mas quem sabe a loucura
Não seja a real felicidade
Não ter noção da decadência
Talvez signifique liberdade
Já não espero mais nada do tempo
A não ser que ele cumpra meu destino
Procurarei ser feliz como velho
Assim como fui menino
E se nada de volta volta
Transformarei em jasmins estas pedras
O que morre é a matéria
Não a metáfora do poeta
Sérgio Guedes, 10/02/2006
Macapá-AP (14h13m)
Escrito por sergioguedes.ap às 08h33
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CAMINHANDO PELA ORLA DO AMAZONAS
Caminhar pela orla do Rio Amazonas é algo revigorante, costumo fazer isso sempre que posso. Tenho certeza que muitas pessoas no mundo todo gostariam de ter esse privilégio. Nós temos. E devemos sentir orgulho disso, mas devemos também sentir em nós o dever de manter esse imenso cartão postal limpo. Digo isso porque percebi que uma determinada parte da orla ( aquela que fica em frente as quadras poli-esportivas) está se transformando numa verdadeira lixeira. Ali cresceu uma vegetação que em nada embeleza o local e aquelas pessoas acostumadas com imundice aproveitaram para encher de porcarias. Seria bom que os órgãos competentes se mobilizassem a fim de evitar o recrudescimento desta situação. Não sou especialista, mas acho que a eliminação daquela vegetação não comprometeria tanto o meio ambiente e, com certeza, deixaria aquele local muito mais arejado e atraente. Do jeito que a coisa está indo, o nosso orgulho, em breve, pode acabar se transformando em vergonha. Além de uma visão deprimente já é possível sentir um odor fétido daquela parte. Tomara que as autoridades se mobilizem e que a gente possa continuar caminhando com prazer pela orla do maior rio do mundo.
Escrito por sergioguedes.ap às 10h54
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INTER CAMPEÃO!!!
Para desespero da imprensa esportiva paulista (totalmente tendenciosa), o Internacional Sport Club é o grande campeão da Taça Libertadores da América de 2006. Que jogão!!! Há muito tempo eu não assistia a um jogo tão emocionante, serviu para esquecer um pouco a frustração pela perda da Copa do Mundo. Parabéns a todos os Colorados! Hoje a América é Colorada!!!
Escrito por sergioguedes.ap às 11h27
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QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ
Quando ainda não era presidente, Luís Inácio Lula da Silva, vociferava contra os candidatos que não compareciam aos debates. Dizia ele que isso era uma afronta ao estado democrático, um desrespeito ao eleitor que ansiava pelo pronunciamento dos postulantes ao cargo de maior importância do nosso país. Pois bem, ontem, Lula simplesmente não compareceu ao debate realizado pela rede Bandeirantes de televisão. Sua cadeira vazia simbolizava não só o seu discurso vazio, mas também o seu caráter vazio, a sua postura vazia, a sua coerência vazia etc. etc. etc. etc... Nunca me senti tão decepcionado, afinal durante muito tempo eu fui um defensor ferenho de Lula, sempre acreditei nos seus bons propósitos. Eu estava errado! Aquela cadeira vazia, para mim, simbolizou o vazio de uma ideologia vazia (desculpem a redundância) na qual tantas pessoas de bem acreditaram. Mas, apesar de tudo, não podemos esmorecer, devemos continuar batalhando para que o vazio que ora pulsa em nós, seja preenchido por pessoas que realmente ocupem com dignidade os cargos de direção do Brasil. Devemos aprender com os erros e tentar não mais repeti-los.
Escrito por sergioguedes.ap às 22h42
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IMPRENSA NÃO-ISENTA
Alguns órgãos de imprensa já estão sofrendo punições pela sua falta de imparcialidade durante o presente processo político. Muitas outras punições ainda virão pela frente, afinal de contas é público e notório que a maioria da imprensa está atrelada a essa ou àquela corrente política. Jornalismo sério é quase uma utopia aqui em Macapá, ou melhor, para ser mais justo, no Brasil inteiro.
O que me deixa indignado é a desfaçatez de alguns "jornalistas" que, a despeito de uma conduta totalmente parcial, se mostram ofendidos quando acusados de não manterem uma postura ética. Ora, ora, me poupem! Todos aqui em Macapá sabem onde buscar notícias positivas ou negativas sobre os dois principais candidatos ao governo do estado. Você liga uma determinada rádio, ela só fala bem do governador; de repente você muda de estação, o governador é um desastre. E a informação com seriedade passa a ser uma piada de mau na boca de pessoas que, apesar de seu pensamento político, deveriam, na condição de jornalista, zelar por uma análise isenta de paixões. Aliás, as pessoas precisam para de encarar política como se fosse um jogo de futebol: "Ah, eu sou vermelho!"; "Eu não, eu sou é amarelo!"; "Já eu, eu sou azul!". O jogo de futebol, independente do resultado, acaba e a vida continua a mesma; porém, numa eleição é o destino da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país que está em jogo. Dependendo do resultado, pagaremos caro por ter feito uma escolha ruim. Ao invés de discutirmos cores, devemos discutir idéias.
POEMA PORCO
Tudo o que eu dissesse ainda seria pouco
Para expressar todo o nojo
Que causam esses loucos
Essa vara de infelizes que chafurdam sobre o povo
Prometem para atingir seu postos
Se humilham por alguns votos
Mas depois que estão no trono
Relegam o pobre ao esgoto
Cambada de escrotos
Geram projetos que já nascem mortos
Fazem leis pra proteger seus atos tortos
Corpo autômato, cérebro imoto
Se fazem algum bem é um bem ignoto
É um bem para si não para os outros
Não merecem um voto
Não merecem um vômito
Não merecem um arroto
Talvez mereçam este poema porco
Sérgio Guedes, 07/03/2006
Macapá-AP, (22h05m)
Escrito por sergioguedes.ap às 10h14
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